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INSTITUCIONAL: Reflexões e busca por soluções acessíveis marcam evento em comemoração do Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência no TRF1

Para celebrar o Dia Nacional de Luta da Pessoa Deficiência, nessa quarta-feira, 21 de setembro, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) realizou a roda de conversa on-line “Acessibilidade e Inclusão Para Todos”, com transmissão pelo canal do TRF1 no YouTube e recursos de acessibilidade, como audiodescrição e intérprete de libras. O objetivo foi conscientizar os participantes sobre o tema e a necessidade de acolhimento de pessoas com deficiência, o que inclui a adaptação do ambiente de trabalho. Assim, o TRF1 contribui para promover a inclusão, pulgar a informação e eliminar o preconceito e comportamentos que bloqueiam a participação social da pessoa com deficiência, igualando as condições e oportunidades. A roda de conversa foi aberta pelo secretário-geral da Presidência e presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TRF1 (Copaci), juiz federal Rodrigo de Godoy Mendes, que ressaltou a importância da data. “Este dia é importante tanto para a pessoa com deficiência quanto para a sociedade. É uma data que provoca reflexão e conscientização para que possamos adotar ações que possam diminuir ou até mesmo solucionar alguns desses problemas das pessoas com deficiência”, explicou o juiz. Emocionada, a juíza federal Kátia Balbino, titular da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal (SJDF) e mediadora da roda de conversa, relatou a sua experiência com a deficiência da mãe. “Esse é o dia da luta da pessoa com deficiência e essa palavra ‘luta’ me chama atenção. Luta porque, ao longo dos anos, não se tinha legislação e hoje temos. Luta porque, para sobreviver, muitas pessoas com deficiência tinham de fingir não ter deficiências, tiveram que esconder a deficiência para serem aceitas e inseridas”, comentou a juíza. O juiz federal Ed Lyra Leal, da 9ª Vara Federal da SJDF, que é deficiente visual, provocou reflexões no sentido de o que o Judiciário está fazendo, com relação aos seus membros, para promover a inclusão da pessoa com deficiência. “Nós, juízes, constatamos falhas e injustiças em outros poderes e em âmbitos particulares, mas precisamos fazer também uma autocrítica no sentido de ‘o que o Judiciário está fazendo para a comunidade mais próxima?’. Como nós tratamos as pessoas com deficiência que vêm servir ao Judiciário de alguma forma?”, provocou o magistrado, registrando que essa preocupação se estende a jurisdicionados, advogados e todos aqueles que procuram o Judiciário e que possuem deficiência. Aspectos trabalhistas e psicológicos – A mestre em Psicologia e doutora em Sociologia pela Universidade do Porto Daiane Bentivi destacou a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e explicou sobre o capacitismo nas organizações.  “A grande maioria das pessoas com deficiência não consegue ingressar no mercado de trabalho. Atualmente, no mundo, 64% delas estão desempregadas e 36% empregadas. Já quanto às pessoas sem deficiência, 60% estão empregadas e 40% desempregadas. Isso mostra a desigualdade entre pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho e alerta para as barreiras que as pessoas com deficiência enfrentam”, apontou. Ela esclareceu, ainda, que o capacitismo é um vilão na inclusão da pessoa com deficiência, principalmente no âmbito trabalhista. Quando há capacitismo, as pessoas sem deficiência observam o processo a partir das limitações da pessoa com deficiência e, “olhando apenas a limitação, você limita a possibilidade daquela pessoa agir dentro da organização”, afirmou. Perspectiva de PCDs – Larissa Jansen, servidora da SJDF, tem uma doença rara que acomete os ossos há 38 anos e atualmente é cadeirante. Ela falou da importância de uma estrutura adaptada no ambiente de trabalho e destacou as melhorias que foram feitas e as que estão sendo pensadas para os prédios da SJDF nesse sentido. “É tão difícil incluir a pessoa com deficiência porque cada deficiência é inpidual. O próprio nome já diz: existe algum ponto diferente dos outros. A deficiência é única e exclusiva. Então, a melhor forma de driblarmos as adversidades é conversando”, pontuou Larissa. Kívia, Priscila, Daiane e James são pessoas com deficiência e colaboradores do TRF1. Atualmente, trabalham na Central de Digitalização Judicial (Cedig) e expressaram a experiência deles durante anos na Corte, descrevendo-a como inclusiva, empática e enriquecedora. “Eu já trabalhei em outras empresas que não tinham acessibilidade e aqui é muito diferente. Aqui tem acessibilidade e empatia e isso torna tudo mais fácil”, destacou Daiane, que é surda e trabalha na Central de Digitalização Judicial há sete anos. A íntegra da roda de conversa está disponível no canal do TRF1 no YouTube. JM/LS Assessoria de Comunicação Social Tribunal Regional Federal da 1ª Região 
22/09/2022 (00:00)
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